Vacinas e medicamentos: a importância da prevenção
Nessa segunda parte, vamos continuar falando sobre as principais doenças que acometem os cães.
Abaixo estão listadas mais 7 doenças muito comuns entre os cães e que podem ser evitadas com o uso de vacinas ou medicamentos.
Raiva:
Também conhecida por rábia ou hidrofobia, essa doença não tem cura e é fatal.
Após o aparecimento dos primeiros sintomas, o animal infectado vai a óbito em máximo uma semana.
Lembrando que essa doença também acomete humanos.
O vírus afeta diretamente o sistema nervoso para depois atingir as glândulas salivares e, por isso, pode se propagar com facilidade.
A raiva tem 3 fases: Furiosa, Muda e Intestinal.
Contágio:
É transmitida através do contato com a saliva do animal infectado (cães ou gatos) e os sintomas começam a surgir entre 3 a 6 após o contágio.
Principais sintomas:
Ela provoca alterações no seu comportamento, muita agressividade (daí o nome) e a depressão.
Causa também:
- salivação excessiva,
- febre,
- vômitos,
- paralisia.
Com a progressão da doença, o cão não consegue engolir alimentos e nem líquidos.
Prevenção:
Vacina antirrábica.
Giardíase canina:
Causada pelo protozoário giárdia, que é um parasita e vive no intestinos dos animais infectados.
Também é considerada uma zoonose, pois pode ser transmitida do animal para os seres humanos.
Contágio:
A transmissão ocorre pelo contato com esses animais ou pela ingestão de alimentos ou líquidos infectados.
Principais sintomas:
Essa doença provoca muita diarreia com cheiro forte (com ou sem sangue) e vômitos em excesso, causas que levam à desidratação e perda de peso.
Em casos mais graves, podem levar à morte.
Além desses sintomas, o animal também apresenta cólicas, febre e apatia.
Prevenção:
Vacina contra a giardíase.
Tosse dos canis:
Conhecida também por tosse canina, essa infecção respiratória é altamente contagiosa e pode ser causada por vírus ou bactéria, sendo a mais comum, a bactéria Bordetella bronchiseptica.
Afeta diretamente o sistema respiratório do animal, podendo causar infecções muito sérias.
Contágio:
É transmitida pelo contato oral e nasal entre os cães.
Principais sintomas:
- crises de tosse seca, forte, constante e rouca,
- espirros incessantes,
- fraqueza,
- inflamação das cordas vocais,
- falta de apetite,
- febre,
- apatia,
- perda de peso.
- pneumonia.
Prevenção:
Vacina contra a tosse dos canis (tosse canina).
Leishmaniose visceral canina:
Essa é uma doença extremamente grave e pode levar à morte.
Por isso, proteger o cão com a vacina é proteger toda a família.
Contágio:
Transmitida pelo protozoário leishmania, que tem como vetor o mosquito flebótomo, popularmente conhecido como birigui ou mosquito-palha.
Atinge animais e humanos, mas o contágio não ocorre pelo contato, e sim pela picada do inseto infectado.
Este mosquito pica alguém infectado, adquire a leishmania e contamina outros animais e humanos em uma segunda picada.
Por isso, essa doença é considerada uma zoonose. Inclusive, há leis municipais que determinam que os animais contaminados sejam sacrificados.
Principais sintomas:
- descamação da pele,
- perda de pelos,
- feridas,
- úlceras,
- emagrecimento,
- crescimento exagerado das unhas,
- atrofia muscular,
- anemia,
- sangramento nasal,
- alterações nos rins e no fígado,
- problemas articulares,
- aumento dos gânglios linfáticos.
Prevenção:
Vacina contra a leishmaniose.
Doença do carrapato:
Causada por bactérias e protozoários.
As formas mais comuns da doença do carrapato são: Erliquiose, causada pela bactéria Ehrlichia Canis, que destrói os glóbulos brancos; e a Babesiose, causada pelo protozoário Babesia Canis, que destrói os glóbulos vermelhos e as plaquetas do organismo.
Contágio:
Têm como vetor o carrapato marrom que, através da sua picada, os injeta na corrente sanguínea dos cães, onde ficam parasitando.
Principais sintomas:
- febre,
- falta de apetite,
- apatia,
- perda de peso,
- fraqueza,
- vômitos.
Nos casos mais graves, pode apresentar pele e mucosas amareladas, manchas vermelhas pelo corpo e sangramento nasal.
Mais raramente, ocorrem problemas neurológicos e até mesmo a morte.
Ao aparecimento dos primeiros sinais, leve o cão imediatamente ao veterinário para que haja chance de cura.
Prevenção:
Não há vacina para essa doença. Porém, há medicamentos específicos no mercado que previnem esse mal, que devem ser administrados em intervalos de 30 a 90 dias, dependendo da marca. Converse com o seu veterinário, o qual vai estabelecer o melhor medicamento e a frequência de uso para o seu amigão.
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Dirofilariose:
Popularmente conhecida como doença do verme do coração, pode afetar cães, gatos e também humanos.
Ela é causada pelo parasita Dirofilaria immitis.
É uma doença grave na qual o verme adulto se aloja no coração e nas artérias pulmonares, causando insuficiência cardiopulmonar e levando o animal à morte.
Contágio:
Esta doença é transmitido pela picada de várias espécies de mosquitos tropicais (tipo Aedes, Culex e Anopheles), com maior incidência no litoral do Brasil.
Prevenção:
Infelizmente, não há vacina para essa doença, porém, existem no mercado diversos medicamentos preventivos que devem ser administrados mensalmente.
Converse com o seu veterinário para saber qual é o mais adequado para o seu animalzinho.
Temos um artigo falando mais detalhadamente sobre esse mal. Clique aqui para saber mais.
Concluíndo:
Procure ficar sempre atento ao seu cão: a qualquer comportamento e sintoma estranho, procure imediatamente um médico veterinário.
E lembre-se: a melhor forma de proteger o seu amiguinho, é manter a vacinação e os medicamentos preventivos em dia!
A prevenção é um ato de amor e de responsabilidade com o seu pet e com a sua família.
Clique aqui para ler o artigo no qual falamos sobre outras doenças graves que podem ser evitadas com apenas uma vacina: a poderosa V10/V8.
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Deixe abaixo seus comentários e nos conte quais os cuidados preventivos que você costuma ter com os seus animaizinhos.
E se precisar de alguém para levar o seu doguinho para a consulta ou tomar as vacinas, oferecemos também o serviço de táxi-pet.
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